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30 de Julho de 2010 - 01 : 15
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São Jorge, situada a norte da ilha do Pico e a oeste da ilha Terceira, tem de área 246,25 Km2, com 56 km de comprimento e 8 km de largura. O descobrimento e povoamento da ilha estão envoltos em mistério. No entanto sabe-se que a primeira referência a São Jorge data de 1439.

O nobre-flamengo William Van der Haegen criou no Topo uma povoação, onde veio a morrer. Topo era sede de concelho em 1510, mantendo ainda o titulo de vila e Calheta em 1534, demonstrando a vitalidade de uma economia que, além da vinha, dos cereais e inhames, tinha no cultivo do pastel e na colheita da urzela, exportados para a Flandres e outros países da Europa e usados na tinturaria, as suas principais produções.

Os jorgenses no decorrer da história foram sujeitos a ataques de corsários ingleses e franceses durante os séculos XVI e XVII. No entanto, no final do século XVI, uma secção da esquadra sob o comando do Conde de Essex desembarca na ilha para os repelir, com sucesso.

São Jorge, vive assim séculos de quase isolamento, interrompidas pelas raras visitas das autoridades, de barcos de comércio vindos das ilhas vizinhas e por nobres que aqui vinham contemplar as pelas paisagens.

E, por fim, o isolamento é quebrado com os portos modernos e seguros e o aeroporto, abrindo a São Jorge novos horizontes de riqueza e progresso; para o qual junta-se o aproveitamento dos seus recursos naturais, a expansão da pecuária e pesca, o fabrico do famoso queijo de São Jorge, sem esquecer o precioso e único artesanato em lã da Fajã dos Vimes e madeira de cedro na Ribeira Seca, bem como a construção de barcos de pesca na Calheta e Topo.

Festividades
A Semana Cultural das Velas, é o acontecimento de maior expoente na ilha, e realiza-se na primeira semana de Julho. Nesta semana, realiza-se conferências e palestras por destacadas figuras da cultura Açoriana que se deslocam à ilha de São Jorge propositadamente; concertos, por artistas locais e vindos de Portugal Continental; Feira taurina e por fim a regata Horta — Vela — Horta, que completa o cartaz destas tão afamadas festividades.

Festival de Julho, realiza-se no conselho da Calheta, durante uma semana são inúmeros os eventos aqui realizados, desde espectáculos musicais, representações teatrais, exposições, provas desportivas, etc.

Com inicio no Domingo de Pentecostes, e prolongando-se até aos meses de Verão, as Festas do Espírito Santo, são celebradas, com grande entusiasmo e devoção, pela população local.

No artesanato destacamos os bordados em teares antigos. O folclore é semelhante ao de outras ilhas, sendo o Samacaio, Sapateia e Pezinho as modas mais usuais. O único aspecto que distingue o folclore picoense das restantes ilhas é a adaptação das violas, introduzindo-lhe algumas alterações, criaram as violas de arame, instrumento com que os tocadores animam as festas populares.

Para Ver
Pico da Esperança: Ponto mais alto da ilha com cerca de 1000 metros de altitude, nos limpos dias de verão é possível avistar as restantes ilhas do grupo Central, que são a ilha da Terceira, Pico, Graciosa e Faial.

Algar do Montoso: Para os apreciadores, o Algar do Montoso é o local perfeito para a prática da espeleologia ou simples visitação. No entanto é recomendado faze-lo com o acompanhamento de um guia.

Fajã da Caldeira de Santo Cristo: Com uma pequena lagoa junto ao mar, é o único local nos Açores onde existe amêijoas, não se sabe ao certo a sua origem, no entanto são muito apreciadas pelos habitantes.

Igreja de Urzelina: Submersa aquando da erupção vulcânica do Pico da Esperança em 1808, situando-se a 1053 metro de altitude, é um dos pontos mais altos da ilha. Hoje em dia é apenas possível avistar a torre da igreja. O único ponto que não ficou submerso.

Guia Turístico
Tranquilidade dos grandes espaços onde apenas se ouve o canto dos milhafres, é assim São Jorge, gigantesco navio de pedra local perfeito para férias, vividas em intimidade com a natureza e com o mar.

Percorrer São Jorge é descobrir a paisagens que nos encanta, nos transporta ao mundo primitivo onde por trilhos se sobe até á Serra do Topo. Magnífico panorama das restantes ilhas do grupo Central (Terceira, Graciosa, Pico, e Faial).

São Jorge destaca-se pelas suas belas Fajãs, entre as quais temos a Fajã de Santo cristo, pedaço de terra arrancado ás altas falésias, com uma pequena lagoa junto ao mar. Prazeres dos muitos passeios em São Jorge por caminhos ainda percorridos pelos agricultores que cultivam as fajãs, apascentam as vacas nos verdes pastos.

As pequenas fábricas, muitas delas de fabrico tradicional, fazem do rico leite das vacas os grandes queijos que dão fama à ilha e são um bom principio de uma refeição deliciosa nos típico restaurantes da ilha do Pico.

Próximas actividades a realizar

Taça de Ralis do Grupo Central
 - São Jorge: 21/08/2010

 
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