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Ilha das Flores tem uma superfície de 143,11 Km com o comprimento de 17 km e 12,5 km de largura máxima, está situada a 21° 59° de longitude oeste e a 39° 25° de latitude norte. Têm no Morro Alto a sua maior elevação com 914 metros de altura.
É ainda desconhecida a data do descobrimento da ilha das Flores bem com da ilha do Corvo sabendo-se ter sido posterior ás das restantes sete ilhas dos Açores.
Inicialmente denominada ilha de São Tomás ou de Santa Iria é mais tarde mudado para Flores, devido à abundância de flores amarelas (cubres) que revestiam toda a ilha, cujas sementes foram possivelmente trazidas na plumagem de aves migradoras da península da Florida, América do Norte.
O seu povoamento inicial é atribuído ao flamengo Wihelm van der Haegen, que depois de alguns anos, a abandona, indo fixar-se na ilha de São Jorge, decisão que se deveu ao isolamento da ilha e inexistência de ligações regulares por barco que permitissem a exportação da planta tintureira chamada «pastel» para a Flandres.
Afastadas das restantes ilhas do arquipélago, com poucos productos para exportar, a ilha das Flores vive séculos de quase isolamento, interrompidas pelas raras visitas das autoridades, de barcos de comércio e por corsários e piratas que segundo as histórias se refugiaram na gruta dos Enxaréus.
No entanto o seu povoamento continua e por volta do séc.XVI, agricultores de várias regiões do Continente iniciaram o desbravamento dos campos, produzindo trigo, cevada, milho, legumes e a explorar a urzela, líquen, utilizado na tinturaria, e o «pastel».
O desenvolvimento da agricultura e da pecuária, a criação de um aeroporto e a presença de uma estação francesa de telemédia são acontecimentos recentes, que abriram novos horizontes ao progresso da ilha.
Festividades Apesar de fisicamente a ilha das Flores se encontrar afastada das restantes ilhas do Arquipélago dos Açores, á excepção da ilha do Corvo, as Flores mantém no seu folclore, semelhanças nas danças e cantares típicos, como exemplo temos a Sapateia, a Tirana, a Chamarrita Encaracolada, o Remo, o Manjericão, a Ciranda, o Pezinho de Baixo e muitas outras que animam os dias de festas.
À semelhança com as restantes ilhas, também aqui se manifesta o culto ao Espírito Santo, com as chamada festas do Espírito Santo, as de maior importância na ilha.
Com a duração de dois dias e com o seu inicio no primeiro domingo de agosto, temos as festas de Santa Cruz, em que a vila é decorada com as muitas flores que polvilham de cor toda a ilha e que em arco enfeitam as ruas, criando uma atmosfera maravilhosa de cor e alegria. Com a presença das coroas dos 27 impérios existentes na ilha, são consideradas as maiores festas dos Açores em louvor do Espírito Santo.
Das Festas dos Folares, na Páscoa, ás procissões do Senhor dos Passos, na Sexta- Feira Santa, realizadas com grande entusiasmos por todas as paróquias, junta-se as Festas Sanjoaninas , em Santa Cruz , que atraem muitos forasteiros e emigrantes das outras ilhas, mas também de outras partes do mundo.
A Festa da Senhora das Flores, realizada na Capela dos Matos, é a mais participada de toda a ilha. Por fim, temos as Festa do Emigrante nas Lajes das Flores, que se realizam no segundo fim-de-semana de Junho. Gastronomia
Para além das receitas de carne e peixe, que se podem dizer «açorianas» por estarem presentes em todo o arquipélago, as Flores oferecem ainda uma enorme variedade de outros pratos tipicamente florenses, como, a sopa de agrião, o cozido de porco, o molho de dobrada, inhame com linguiça, feijões com cabeça de porco e pastéis de ervas marinhas.
Um saboroso queijo produzido na ilha, a manteiga cremosa e macia, um delicioso mel, rescendendo às flores que durante todo o ano estão presentes na ilha, são complementos para a refeição onde, também, não devem faltar os caranguejos, cracas e lapas apanhadas nos rochedos molhados pelo mar.
Para Ver Lajes: Pitoresca vila rodeada de campos verdejantes e monumentos, entre os quais se destaca a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, edificada no séc. XVIII e a Capela de Nossa Senhora das Angústias, edificada por fidalgos espanhóis salvos no naufrágio do seu galeão.
Santa Cruz: Vila airosa de edifícios de imponência, símbolo da antiga prosperidade, desta vila. Aqui pode se encontrar alguns edifícios de arquitectura barroca, exemplo da Igreja de São Boaventura. O Museu Etnográfico tem em disposição peças representativas do viver da população da ilha, bem como imagens religiosas, com destaque para a Virgem e o Menino.
Fajãzinha: Envolto pelo mar, este é um povoado virado para a pecuária e onde se encontra nas proximidades a cascata da Ribeira Grande, que se precipita de uma altura de 300, descendo até há costa num murmúrio constante em direcção ao mar. Pitorescas ruínas de antigos azenhos. Igreja de Nossa Senhora dos Remédios.
Igreja do Senhor Santo Cristo: Templo que data do final do séc. XIX, representativo da arquitectura religiosa açoriana, com trabalhos feitos em talha.
Merecendo, igualmente uma visita, as igrejas de Caveira, Fajã Grande, Lomba, Mosteiro e Ponta Delgada, pelos seus tão bem preservados artefactos, bem como os impérios do Espírito Santo e as capelas que, aqui e além, florescem na paisagem como símbolos da devoção açoriana e exemplos da adaptação de fórmulas arquitectónicas numa ilha afastada, durante séculos, das correntes estéticas européias, criando uma singularidade única. Guia Turístico As estradas levam nos a conhecer os principais encantos das Flores. Mas há pequenos recantos, verdadeiros tesouros de beleza paisagística, que apenas são desvendados por entre flores, prados verdejantes e quedas de água.
Mas se preferir o mar, as águas límpidas e cristalinas das Flores possibilitam observar com grande clareza os fundos recortados por rochedos multicolores, nas grutas que perfuram os ilhéus e arribas, atractivos para dias de maravilhas, apreciando toda a beleza oculta pelo mar. |