O Teatro Angrense vai abrir portas ao público em geral, a partir de 8 de Março, das 9h00 às 12h00 e das 13h às 17h00, de acordo com um plano de dinamização elaborado pela autarquia de Angra do Heroísmo e Culturangra.
Paralelamente, a casa de espectáculos da cidade Património vai acolher a “Temporada de Teatro” que reúne em cartaz uma dezena de grupos locais e do continente.
A ideia é tornar o Teatro Angrense num espaço de portas abertas aos munícipes e visitantes e criar hábitos de participação das pessoas nas actividades culturais dessa casa de espectáculos. As palavras são da presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH) e foram proferidas ontem na apresentação pública do plano dinamizador para este ano.
Segundo Andreia Cardoso, a iniciativa surge na sequência da criação de uma brochura sobre o Teatro Angrense e da regularidade das visitas verificadas em 2009, sendo agora implementadas uma série de acções dirigidas a diferentes públicos-alvo.
Assim, a partir de 8 de Março, está definido o horário de abertura ao público para visitas entre as 9h00 e as 12h00 e as 13h00 e as 17h00.
Para além das iniciativas culturais a agendar, o plano inclui ainda a exploração do bar de apoio, estando prevista a realização do concurso para breve, e a criação de uma imagem para o Teatro com fins comerciais e merchandising.
“Qualquer umas das iniciativas que aqui desenvolveremos é óbvio que têm públicos-alvo diferenciados mas têm todas o chapéu da qualidade. É a nossa preocupação”, afirma.
Outra componente integrada no plano de dinamização, destaca, é o projecto de reabilitação do Teatro Angrense, parte interior e exterior, após 16 anos da última intervenção, cujo orçamento está avaliado em 30 mil euros.
“Esse Teatro já merece também uma requalificação. Este ano fará parte do plano de actividades da Culturanga a execução do projecto”, adianta a edil, referindo que as obras só deverão avançar em 2011.
Monchique presente
Os actores Joaquim Monchique, Pedro Giestas e Marcantónio del Carlo e João Didelet são alguns dos protagonistas dos projectos teatrais que se deslocarão à ilha Terceira a propósito da “Temporada de Teatro” – “Paranormal” (Companhia Teatral do Chiado); “A Visita” (Teatro Invisível); e “Figuração Especial” (JIS), respectivamente, e ainda “A Fantástica Aventura de uma Criança Chamada Pinóquio” (Trigo Limpo e Centro de Criação) irão subir à cena do Teatro Angrense nas datas calendarizadas entre 8 de Março e 1 de Junho.
Andreia Cardoso salientou também a presença em cartaz dos grupos de teatro locais que, para além do Teatro Angrense, vão apresentar espectáculos noutros palcos da ilha, nomeadamente na sede do Alpendre e nas freguesias dos Altares, Raminho e Biscoitos. A representante camarária considerou a iniciativa de extrema importância para a “prata da casa” dar a conhecer o seu trabalho. “É fundamental que participem e que os espectáculos que apresentem tenham qualidade e que, no fundo, se sintam acarinhados pela entidade promotora”, sustenta.
É igualmente importante, continua, que a componente de espectáculo exista em paralelo com a componente de formação, e, por isso, as duas irão decorrer em simultâneo, sendo que os workshops serão assegurados por actores profissionais e professores/ formadores na área.
Assim, os projectos locais são “O Estranho Caso da Rua Almodôvar” (Alpendre Grupo de Teatro), “O Valentão do Mundo Ocidental” (Pedra Mó- Grupo de Teatro), “A 10ª Turista” (Teatro Livre), “25 Vozes no 25 de Abril” – recital de poesia (Eduarda Reis), “Festival do Noroeste” (freguesias de Altares, Raminho e Biscoitos), “All God’s Childrem” (Teatrinho) e “Medo de Mim…Pavor dos Outros” (Orpheu 2ª Geração).
A “Temporada de Teatro 2010” tem um custo financeiro na ordem dos 24 mil euros na totalidade.
Concurso restrito a Angra
Com o objectivo de motivar os grupos de teatro locais a qualificar as actividades da sua autoria, o programa inclui a realização de um concurso de teatro dirigido exclusivamente aos projectos do concelho de Angra do Heroísmo.
Do concurso resultará três classificados com prémios monetários, sendo que a peça vencedora será promovida na região e, provavelmente, no continente e estrangeiro junto das comunidades açorianas emigrantes.
“Estamos a promover teatro no nosso concelho, penso que é legitimo que o acesso ao concurso seja exclusivo ao grupos de teatro de Angra”, diz a presidente questionada sobre a restrição desse concurso promovido pela autarquia e empresa municipal, referindo que os grupos de teatro da ilha manifestaram “boa receptividade” em relação a esse critério.
“Todos participam na Temporada, os do e fora do concelho [de Angra]”, rematou. |